gordura visceral

Muitas pessoas só se preocupam com o número na balança ou com a aparência no espelho. No entanto, o perigo pode estar bem escondido dentro do corpo: a gordura visceral.¹,²

Esse tipo de gordura se acumula em torno dos órgãos internos e tem ligação com doenças como diabetes e problemas cardíacos.¹,²

Mas o que é gordura visceral exatamente? E como perdê-la? Continue a leitura para descobrir quais são os perigos e como cuidar da sua saúde!

Resumo:

  • A gordura visceral se acumula ao redor dos órgãos, diferente da subcutânea, que fica abaixo da pele.¹,²
  • Os perigos incluem problemas graves, como diabetes tipo 2, infarto, AVC, colesterol alto e Alzheimer.¹,³,⁴,⁵
  • Como perder gordura visceral? Adote hábitos saudáveis: pratique exercícios, reduza ultraprocessados, evite bebidas açucaradas, ingira fibras, pare de fumar, siga uma dieta saudável e priorize a qualidade do sono.⁸,⁹,¹⁰,¹¹,¹²,¹³,¹⁴
  • Para medir os níveis de gordura visceral, o médico pode solicitar uma ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética ou bioimpedância.¹⁵,¹⁶

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O que é gordura visceral?

Gordura visceral, ou intra-abdominal, é aquela que envolve órgãos internos como o fígado, os rins e o intestino, dentro da cavidade abdominal. O excesso desse tecido adiposo pode levar a inflamações crônicas, resistência à insulina e aumento do risco de diversas doenças.¹,²

A preocupação com essa gordura cresce a cada dia devido ao seu impacto na saúde. O avanço da obesidade mundial levou médicos e cientistas a estudarem seu efeito nas doenças metabólicas e cardiovasculares.¹,²

Qual a diferença entre gordura subcutânea e visceral?

A principal diferença entre a gordura visceral e a subcutânea está na localização no corpo. A subcutânea fica logo abaixo da pele e é aquela que você pode beliscar com os dedos. Já a visceral está dentro da cavidade abdominal, ao redor dos órgãos.¹,²

Apesar de ambos os tipos de gordura serem prejudiciais em grandes volumes, o acúmulo da visceral é mais perigoso.²

Por que a gordura visceral é perigosa?

Altas quantidades de gordura visceral têm relação com diversos problemas de saúde, pois esse acúmulo excessivo produz substâncias inflamatórias que podem afetar órgãos vitais e comprometer o funcionamento do corpo.¹

Doenças cardíacas

Esse tipo de gordura libera proteínas inflamatórias que afetam os vasos sanguíneos e elevam a pressão arterial. Esse processo pode levar ao excesso de placas nas artérias, o que agrava o risco de infartos e derrames.³

Alzheimer e demência

Pessoas com altos níveis dessa gordura têm até três vezes mais chances de desenvolver demência, incluindo Alzheimer. A inflamação crônica compromete a função cerebral, que prejudica a memória e acelera o declínio cognitivo.⁴

Diabetes tipo 2

A gordura visceral interfere na ação da insulina e dificulta o controle dos níveis de açúcar no sangue. Quanto mais gordura, maior a resistência do corpo à insulina e maior também o risco de desenvolver diabetes.⁵

Acidente Vascular Cerebral (AVC) 

O risco de AVC cresce conforme a quantidade de gordura. Pesquisas mostram que pessoas com níveis graves desse tecido adiposo são mais propensas a sofrer derrames e AVC mais jovens.⁶

Colesterol alto

A gordura intra-abdominal contribui para o aumento do colesterol ruim (LDL) e a redução do colesterol bom (HDL). Esse desequilíbrio favorece o excesso de placas de gordura nas artérias, o que agrava o risco de infartos e derrames.⁷

Como perder gordura visceral?

Para perder gordura visceral, o ideal é manter um peso saudável, seguir uma alimentação equilibrada e praticar exercícios regularmente. Atividades físicas, sobretudo, têm um grande impacto para evitar novo acúmulo de gordura.⁸

1. Faça exercícios físicos regularmente

Exercícios são essenciais para eliminar gordura visceral. Mesmo sem mudanças na alimentação, treinos consistentes podem reduzi-la.⁸

Atividades aeróbicas de intensidade moderada a alta, como corrida, ciclismo e natação, promovem a maior queima de gordura intra-abdominal.⁸

Treinos de força também trazem benefícios, mas tendem a ser menores do que o dos exercícios aeróbicos. Para auxiliar nos resultados, combine diferentes tipos de atividades e mantenha uma rotina de treinos.⁸

2. Reduza a ingestão de alimentos ultraprocessados

Evite o máximo que puder os alimentos ultraprocessados, pois contêm muito sal e açúcar, além de gorduras e aditivos artificiais. Esses produtos pioram a quantidade de gordura visceral e causam uma série de outros problemas de saúde.⁹

3. Evite bebidas açucaradas

Bebidas adoçadas, como refrigerantes e sucos artificiais, são grandes responsáveis pelo acúmulo de gordura intra-abdominal.¹⁰

Muito açúcar líquido sobrecarrega o metabolismo e faz com que o corpo armazene gordura não apenas no abdômen, mas também no fígado e nos músculos.¹⁰

4. Abandone o hábito de fumar

Além de prejudicar os pulmões e o coração, o hábito de fumar aumenta a gordura visceral. As substâncias químicas presentes no tabaco alteram seu metabolismo e direcionam o armazenamento de gordura para o abdômen.¹¹

5. Adote uma dieta mediterrânea verde

A dieta mediterrânea verde, uma versão enriquecida com polifenóis (compostos com efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios) e com menos carne vermelha, pode ser uma estratégia eficaz para reduzir esse tipo de gordura.¹²

Essa abordagem alimentar inclui azeite de oliva, nozes, vegetais, peixes e grãos integrais, além de chás e outros alimentos ricos em compostos bioativos.¹²

6. Priorize a qualidade do sono

A qualidade de suas noites é outro fator que contribui para o acúmulo de gordura intra-abdominal. Um estudo revelou que a privação de sono eleva em 9% a gordura total na região abdominal e em 11% a gordura visceral.¹³

7. Aumente a ingestão de fibras

Por fim, para auxiliar na redução de gordura intra-abdominal, inclua mais fibras solúveis na sua dieta. Uma pesquisa mostrou que consumir 10 gramas adicionais de fibras solúveis por dia pode reduzir a gordura visceral em 3,7% ao longo de cinco anos.¹⁴ Alimentos como maçãs, ervilhas e feijões são excelentes fontes de fibra e fáceis de incorporar à alimentação diária.¹⁴

Como medir os níveis de gordura visceral?

Avaliar a quantidade de gordura visceral no corpo exige exames específicos. Diferente da gordura subcutânea, que pode ser medida visualmente ou com adipômetros, a visceral se acumula ao redor dos órgãos internos, o que torna o cálculo mais complexo.¹⁵

Os métodos mais utilizados para medir os níveis de gordura visceral incluem:¹⁵

  • ultrassonografia;
  • tomografia computadorizada (TC);
  • ressonância magnética (RM);
  • e bioimpedância.

A ultrassonografia é a opção mais acessível e recomendada, pois oferece bons resultados sem expor o corpo à radiação.¹⁵,¹⁶

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Entendeu o que é gordura visceral e como afeta a sua saúde?

Como você viu ao longo do texto, para perder gordura intra-abdominal é necessário manter uma alimentação balanceada, o que inclui evitar certos alimentos e seguir uma dieta como a mediterrânea.⁹,¹⁰,¹²

E, claro, não se esqueça de ingerir fibras solúveis! As fibras auxiliam no funcionamento regular do intestino e podem proporcionar uma redução saudável do volume abdominal.¹⁴

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Sobre o autor

Dr. Márcio de Queiroz Elias

Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamação, Reumatologia, Similares e genéricos.

Conheça o autor

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2. Chau YY, Bandiera R, Serrels A, Martínez-Estrada OM, Qing W, Lee M, et al. Visceral and subcutaneous fat have different origins and evidence supports a mesothelial source. Nature Cell Biology [Internet]. 2014 Apr 1 [cited 2020 Apr 25];16(4):367–75. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24609269. Acesso: Março/2025.


3. Ellulu MS, Patimah I, Khaza’ai H, Rahmat A, Abed Y. Obesity and inflammation: the linking mechanism and the complications. Archives of Medical Science [Internet]. 2017;13(4):851–63. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28721154/. Acesso: Março/2025.


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10. Maersk M, Belza A, Stødkilde-Jørgensen H, Ringgaard S, Chabanova E, Thomsen H, et al. Sucrose-sweetened beverages increase fat storage in the liver, muscle, and visceral fat depot: a 6-mo randomized intervention study. The American Journal of Clinical Nutrition [Internet]. 2011 Dec 28;95(2):283–9. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0002916523026588. Acesso: Março/2025.


11. Kim JH, Shim KW, Yoon YS, Lee SY, Kim SS, Oh SW. Cigarette Smoking Increases Abdominal and Visceral Obesity but Not Overall Fatness: An Observational Study. PLoS ONE [Internet]. 2012 Sep 24;7(9). Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3454366/. Acesso: Março/2025.


12. Zelicha H, Kloting N, Kaplan A, Yaskolka Meir A, Rinott E, Tsaban G, et al. The effect of high-polyphenol Mediterranean diet on visceral adiposity: the DIRECT PLUS randomized controlled trial. BMC Medicine. 2022 Sep 30;20(1). Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36175997/. Acesso: Março/2025.


13. Malloy T. Lack of sleep increases unhealthy abdominal fat [Internet]. Mayo Clinic News Network. 2022. Disponível em: https://newsnetwork.mayoclinic.org/discussion/lack-of-sleep-increases-unhealthy-abdominal-fat/. Acesso: Março/2025.


14. Soluble fiber strikes a blow to belly fat [Internet]. ScienceDaily. 2024. Disponível em: https://www.sciencedaily.com/releases/2011/06/110627123032.htm. Acesso: Março/2025.


15.Lederman HM. Gordura visceral e subcutânea. Radiologia Brasileira [Internet]. 2025;47(3):IX–IX. Disponível em: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=2522. Acesso: Março/2025.


16. Rosana Bento Radominski, Vezozzo DP, Giovanni Guido Cerri, Halpern A. O uso da ultrassonografia na avaliação da distribuição de gordura abdominal. 2000 Feb 1;44(1):5–12. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abem/a/jXD6WgKYCcrPhmmXmsJDZyx/. Acesso: Março/2025.


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