Mulher pensativa lendo quais são os efeitos colaterais da tirzepatida.

Na expectativa pelos resultados, muitas pessoas não se informam sobre quais são os efeitos colaterais da tirzepatida. Nesses casos, o alerta surge quando casos, como hipoglicemia, náusea, diarreia, inchaço abdominal e constipação intestinal, acontecem no início do tratamento ou durante os ajustes de dose1.

Esses efeitos ocorrem devido à ação da substância como um duplo agonista dos receptores GLP-1 e GIP, que auxilia no controle da glicemia e na perda de peso, benefícios importantes para pessoas que convivem com diabetes e obesidade1.

No entanto, como qualquer medicamento, a tirzepatida pode causar efeitos colaterais, e conhecê-los ajuda a conduzir o protocolo de forma eficiente, além de evitar sintomas intensos.

Vai começar o tratamento? Continue a leitura e entenda como os medicamentos análogos de GLP-1 agem no sistema digestivo, conheça os principais efeitos colaterais, descubra por que a tirzepatida causa constipação e saiba o que é bom para prisão de ventre em adulto.

 

Resumo

·        Os medicamentos agonistas de GLP-1 desaceleram a digestão e prolongam a sensação de saciedade, favorecendo o controle da glicemia e do peso2.

·        Os efeitos colaterais da tirzepatida são mais comuns no início do tratamento e incluem náuseas, diarreia e desconforto abdominal3.

·        A tirzepatida pode causar constipação porque reduz a motilidade intestinal e retarda o trânsito das fezes4.

·        As recomendações para aliviar a prisão de ventre são: aumentar gradualmente o consumo de fibras, manter boa hidratação, praticar atividade física e seguir orientação médica5.

 

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Boa leitura!

Como medicamentos análogos de GLP-1 agem no sistema digestivo?

A tirzepatida atua como um “freio” do processo digestivo, desacelerando a digestão e o esvaziamento gástrico para auxiliar no controle da glicose e na perda de peso. Com isso, a sensação de saciedade dura mais tempo, favorecendo a redução da ingestão de alimentos e a adesão a uma alimentação equilibrada2.

Para obter esse resultado, os medicamentos dessa categoria agem sobre dois hormônios principais: o polipeptídeo inibitório gástrico (GIP) e o peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1), secretados pelo intestino para estimular a liberação de insulina2.

Por isso, a tirzepatida é classificada como um agonista duplo, pois imita a ação desses hormônios, ligando-se aos seus receptores para controlar a digestão e os níveis de açúcar2.

No entanto, apesar de otimizar esses mecanismos para auxiliar na perda de peso, sua ação também pode causar efeitos colaterais. Entenda a seguir quais são e por que acontecem.

Quais são os efeitos colaterais da tirzepatida?

Os sintomas mais comuns durante o tratamento incluem azia, arrotos frequentes, diarreia, redução do apetite, náuseas e dor ou desconforto abdominal. Quando utilizada em conjunto com insulina, a substância também pode causar hipoglicemia. Logo, exige monitoramento e maior atenção, especialmente enquanto o organismo se adapta ao medicamento3.

Geralmente, os efeitos colaterais da tirzepatida são mais comuns no início do tratamento ou após ajustes na dose. Nesses casos, os sintomas gastrointestinais são os mais perceptíveis, pois o medicamento age diretamente no trato digestivo3.

Por isso, manter uma boa comunicação com o médico é imprescindível para identificar formas de prevenir ou reduzir alguns desses efeitos secundários3.

Para não esquecer, anote as mudanças percebidas desde o início do tratamento, quando os sintomas aparecem e a intensidade. Depois, converse com o profissional de saúde para tirar dúvidas e receber orientações sobre como lidar com essas alterações3.

Leia também: Problemas digestivos: principais causas, sintomas e tratamento

Tirzepatida causa constipação?

Sim. A constipação intestinal é um efeito colateral comum, pois a tirzepatida retarda o esvaziamento gástrico, fazendo com que os alimentos permaneçam mais tempo no estômago, aumentando a sensação de saciedade. Esse mecanismo também desacelera o trânsito intestinal, favorecendo o surgimento da prisão de ventre4.

Como resultado, a motilidade intestinal desacelera, e o quilo alimentar demora mais para percorrer o intestino delgado, além de permanecer por mais tempo no intestino grosso, onde ocorre a formação do bolo fecal4.

O trânsito intestinal lento favorece a perda excessiva de água no cólon, o que torna as fezes mais ressecadas e pode retardar a vontade de evacuar. Quando a necessidade surge, a evacuação pode ser mais difícil e até dolorosa, principalmente em caso de fezes endurecidas4.

Embora esse mecanismo prolongue a sensação de saciedade, o que é essencial para o controle do peso, também favorece outros efeitos colaterais da tirzepatida, como náuseas e refluxo4.

Por que o desconforto abdominal acontece?

O esvaziamento gástrico mais lento e as alterações no trânsito intestinal favorecem a formação de gases, aumentando a ocorrência de flatulências e arrotos. Além disso, é comum surgir a sensação de estômago cheio, mesmo com pouca alimentação, o que pode provocar inchaço e dor abdominal4.

Na tentativa de aliviar esses efeitos colaterais da tirzepatida, muitas pessoas intensificam o consumo de fibras, o que pode, inicialmente, aumentar as dores e os gases devido à digestão mais lenta provocada pelo medicamento4.

Por isso, a inclusão das fibras deve acontecer de forma gradual e em pequenas porções, para não sobrecarregar a digestão. Além disso, manter uma boa hidratação contribui para o aproveitamento desses nutrientes4.

Confira, a seguir, outras dicas sobre o que é bom para aliviar a prisão de ventre temporária causada pela tirzepatida.

O que é bom para prisão de ventre em adulto?

As principais estratégias incluem aumentar gradualmente a ingestão de fibras alimentares, manter uma hidratação adequada, praticar atividade física regularmente, utilizar amaciadores de fezes ou laxantes quando indicados e realizar ajustes na dose do medicamento com orientação médica, para reduzir a constipação e favorecer a continuidade do tratamento5.

Assim, o manejo eficaz da constipação induzida pela tirzepatida geralmente envolve uma abordagem gradual, começando com medidas conservadoras e, quando necessário, evoluindo para o uso de suplementos e intervenções farmacológicas, sempre com orientação médica5.

Confira, na tabela a seguir, as principais recomendações5.

Estratégia de manejo

Recomendação

Evidências

Cuidados

Aumento do consumo de fibras alimentares

Grãos integrais, frutas, vegetais e leguminosas;

25 g a 38 g por dia, dependendo do sexo.

A fibra solúvel amolece as fezes.

Aumentar gradualmente ao longo de 2 a 3 semanas; combinar com ingestão adequada de líquidos.

Hidratação

Consumir 8 a 10 copos de água diariamente; água morna ou chás de ervas pela manhã.

Urina com coloração amarelo-clara indica hidratação adequada.

O consumo de fibras sem hidratação adequada pode piorar a constipação.

Atividade física

≥ 150 minutos por semana de exercício moderado; caminhadas de 10 a 15 minutos após as refeições.

Estimula diretamente o peristaltismo intestinal.

Mesmo atividades leves são benéficas.

Amaciadores de fezes e laxantes fitoterápicos

Suplementos à base de psyllium, Senna alexandrina Mill. e/ou Cassia fistula L.

Eficazes para amolecer as fezes e auxiliar no funcionamento intestinal.

Laxantes estimulantes não são recomendados para tratamento de longo prazo.

Ajuste de dose

Diminuir a dose de tirzepatida.

A redução temporária da dose em casos de efeitos colaterais gastrointestinais pode ser eficaz.

Nunca interrompa o uso da tirzepatida abruptamente; o ajuste deve considerar os objetivos do controle glicêmico e da perda de peso.

Leia também: Cassia fistula: a planta que pode ser uma aliada da saúde intestinal

Quando os sintomas exigem atenção médica?

Se os efeitos colaterais persistirem ou se intensificarem após o período de adaptação, procure orientação médica. Além disso, busque atendimento imediato diante de ausência de evacuação por vários dias associada a vômitos persistentes, dor abdominal intensa ou presença de sangue nas fezes após as evacuações5.

Assim, o médico pode solicitar exames e investigar doenças gastrointestinais ainda não diagnosticadas, ajustando o tratamento a esse novo cenário5.

Mantenha seu intestino funcionando com Tamarine

As estratégias para aliviar a constipação precisam ser objetivas e adequadas a cada fase do tratamento. Afinal, o objetivo é permitir que o organismo se adapte à tirzepatida, mantendo o trânsito intestinal regular, mesmo que esteja mais lento.

Nesses casos, a introdução de laxantes fitoterápicos suaves, com ação previsível, pode ser uma alternativa para combater a constipação temporária de forma natural, sempre com orientação do profissional de saúde.

Tamarine Geleia, por exemplo, é um laxante que combina plantas medicinais, Senna alexandrina e Cassia fistula, auxiliando no alívio da prisão de ventre, sem agredir o organismo6.

Acesse o site, conheça os benefícios e como usar o produto para aliviar os efeitos colaterais da tirzepatida no intestino.

Tamarine: Senna alexandrina Mill., Cassia fistula L. Indicações: tratamento sintomático de intestino preso, das constipações primárias e secundárias e na preparação para exames radiológicos e endoscópicos. MS 1.7817.0023. Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado. Junho/2026.

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1. Colorado M, Gomez Miranda J, Arias-Morales CE. Unanticipated Adverse Events With Tirzepatide: Three Cases Underscoring the Importance of Postmarketing Monitoring. JCEM Case Reports [Internet]. 2025 Aug 19;3(10). Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12395549/. Acesso em junho/2026.


2. Nauck MA, D’Alessio DA. Tirzepatide, a dual GIP/GLP-1 receptor co-agonist for the treatment of type 2 diabetes with unmatched effectiveness regarding glycaemic control and body weight reduction. Cardiovascular Diabetology [Internet]. 2022 Sep 1;21(1):169. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36050763/. Acesso em junho/2026.


3. Tirzepatide (Subcutaneous Route) Description and Brand Names - Mayo Clinic [Internet]. www.mayoclinic.org. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/drugs-supplements/tirzepatide-subcutaneous-route/description/drg-20534045. Acesso em junho/2026.


4. Jalleh RJ, Plummer MP, Marathe CS, Umapathysivam MM, Quast DR, Rayner CK, et al. Clinical Consequences of Delayed Gastric Emptying With GLP-1 Receptor Agonists and Tirzepatide. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism [Internet]. 2024 Oct 17;110(1). Disponível em: https://academic.oup.com/jcem/advance-article/doi/10.1210/clinem/dgae719/7824836. Acesso em junho/2026.


5. Not Pooping on Tirzepatide: Causes and Management Strategies | Fella Health [Internet]. Fellahealth.com. 2026. Disponível em: https://www.fellahealth.com/guide/not-pooping-on-tirzepatide. Acesso em junho/2026.


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