Se você pensa que laxante é tudo igual, chegou a hora de rever seus conceitos. Isso porque existem diferentes tipos de laxante, com ações distintas, que podem ajudar a enfrentar um quadro de prisão de ventre.
A verdade é que, por mais famosas que as substâncias laxativas sejam, nem todas as pessoas param para pesquisar sobre esses medicamentos antes de usá-los.
Normalmente, ao ter dificuldades para evacuar, a solução mais rápida é correr até a farmácia e pedir o primeiro laxante que vem à cabeça.
No entanto, esse é um grave erro. Afinal, além de a automedicação ser um caminho propenso a gerar mais problemas de saúde do que benefícios, não é qualquer substância que aliviará o incômodo1.
Por isso, se você ainda não sabe quais são os tipos de laxante que existem e para que serve cada um, este é o momento ideal para descobrir.
Continue a leitura do artigo e entenda o que solta o intestino preso, os cuidados com remédios para fazer cocô e se Tamarine amolece as fezes.
Resumo
- Os principais tipos de laxante são os estimulantes, os osmóticos, os formadores de massa e os emolientes, cada um com mecanismos de ação e indicações específicas2.
- O uso pode causar efeitos colaterais, como cólicas, gases e distensão abdominal2.
- Hábitos saudáveis, como ingestão de fibras e água, são fundamentais para o funcionamento intestinal adequado7.
- Laxantes naturais podem ajudar, mas também exigem uso consciente e por tempo limitado. O acompanhamento médico é essencial, especialmente em casos persistentes ou com sintomas mais graves8.
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Boa leitura!
O que é constipação e quando tratar?
É um quadro em que a frequência de evacuação é inferior a três vezes por semana, acompanhado de sintomas como fezes endurecidas, esforço exagerado e sensação de esvaziamento incompleto. Em muitos casos, também pode ser acompanhado de dor abdominal, desconforto e até distensão abdominal, exigindo tratamento adequado7.
Se a constipação persistir por mais de duas semanas e você tiver sangue nas fezes, perda de peso inexplicável ou dor abdominal intensa, é fundamental procurar um médico7.
Um profissional poderá avaliar o quadro e fornecer orientações seguras sobre os tipos de laxante e seus usos, além de recomendar mudanças na rotina e na alimentação7.
Leia também: Doenças que causam constipação intestinal: conheça e cuide-se
Quais são os tipos de laxante que existem?
Os laxantes são classificados como estimulantes ou irritantes, osmóticos, formadores de massa ou volumosos e emolientes. Cada tipo tem um mecanismo de ação específico e pode provocar efeitos colaterais. Por isso, utilizá-los sob orientação profissional é a forma mais segura de saber o que esperar e adotar os cuidados necessários2.
Confira, agora, os tipos de laxante que existem, seus usos e como cada um age no organismo2,3.
1. Laxantes estimulantes ou irritantes
Entre os tipos de laxante, os estimulantes ou irritantes são os mais propensos a causar cólicas intestinais como efeito colateral. Como o nome sugere, sua ação consiste em irritar o intestino para estimular o funcionamento do sistema gastrointestinal2.
As contrações provocadas ajudam não apenas a ativar o intestino, mas também a mover as fezes pelo reto até a eliminação2.
Em geral, esses laxantes têm efeito rápido, sendo os mais utilizados2:
- Bisacodil: usado via oral ou supositório; em comprimidos revestidos para evitar dissolução precoce, provoca contração muscular no cólon e deixa as fezes mais líquidas;
- Picossulfato de sódio: via oral, estimula a mucosa intestinal, causando contração da região;
- Sene: planta medicinal usada oralmente para estimular a musculatura intestinal.
Leia também: Chá de sene: como aliviar a prisão de ventre com essa planta?
2. Laxantes osmóticos
A osmose ocorre quando há passagem de água por meio de uma membrana semipermeável, e, nos laxantes osmóticos, o processo é semelhante.
Sua principal função é aumentar a retenção de água no intestino, o que amolece as fezes e facilita a evacuação2.
A eficácia depende dos hábitos alimentares e da ingestão de água, pois a absorção necessária só ocorre com hidratação adequada.
Os principais agentes osmóticos são2:
- hidróxido de magnésio: sal não absorvível que retém água por osmose;
- lactulose: amolece as fezes, retendo água no intestino grosso;
- polietilenoglicol: liga-se às moléculas de água, aumentando o volume fecal.
Distensão abdominal e gases intestinais são efeitos colaterais comuns desse tipo de laxante2.
3. Laxantes formadores de massa ou volumosos
Esses laxantes são formados principalmente por fibras vegetais e frutais não digeríveis, com função de aumentar o volume das fezes e estimular a contração intestinal.
Considerados os tipos de laxante com efeitos colaterais mais leves, são indicados para quem busca evitar cólicas.
Ao chegar ao intestino grosso, formam uma espécie de gel que retém água e estimula contrações, mas é essencial manter a hidratação adequada2.
O principal efeito colateral é o inchaço, e a falta de água pode levar à obstrução intestinal2.
Por isso, a recomendação é associar o uso a uma dieta rica em fibras, ingestão adequada de líquidos e prática de atividade física para otimizar o funcionamento do sistema gastrointestinal2.
4. Laxantes emolientes
Também chamados de amaciadores de fezes, os laxantes emolientes têm maior tempo de ação no organismo. Por esse motivo, são usados principalmente de forma preventiva por pessoas com constipação frequente2.
Sua ação consiste em facilitar a penetração de água e gorduras no bolo fecal, o que resulta em fezes mais macias e fáceis de eliminar2.
Dessa forma, a evacuação das fezes endurecidas ocorre de maneira mais rápida e, muitas vezes, indolor2.
Os cuidados ao usar laxantes emolientes são2:
- menor absorção de vitaminas durante o uso;
- pode interferir na eficácia de outros medicamentos;
- pode causar incontinência ou irritação anal devido à consistência amolecida das fezes.
Leia também: Será que laxante emagrece mesmo? Entenda!
Qual é o tempo de ação de um laxante no organismo?
O período de ação varia conforme o tipo de laxante2:
- laxantes estimulantes: de seis a 12 horas, considerados de ação rápida;
- laxantes osmóticos: de 24 a 72 horas, com exceção dos que contêm lactulose, que podem agir entre uma e seis horas;
- laxantes formadores de massa: de 12 a 84 horas, variando conforme o agente utilizado;
- laxantes emolientes: de 24 a 72 horas, exceto óleo mineral ou parafina líquida, que atuam entre seis e oito horas.
Agora que você conhece os tipos de laxante, é natural se perguntar se o uso desses medicamentos pode ser realmente benéfico. Afinal, vale a pena utilizá-los diante da possibilidade de efeitos colaterais?
Qual tipo de laxante não causa cólica?
Os laxantes naturais podem ser uma alternativa eficaz. Se você deseja aliviar a prisão de ventre sem recorrer a medicamentos, vale a pena incluir na dieta alimentos ricos em fibras, que contribuem para o bom funcionamento intestinal, como frutas, leguminosas e grãos. Outras opções podem causar desconfortos2.
Ainda assim, é importante considerar que, embora o desconforto seja mais frequente e intenso com o uso de laxantes estimulantes, todos os medicamentos dessa categoria podem causar algum nível de incômodo2.
Afinal, o principal objetivo dos laxantes é estimular o funcionamento do sistema gastrointestinal2.
Leia também: 10 frutas laxantes e como usá-las para soltar o intestino
O que solta o intestino preso?
Beber bastante água regularmente, manter uma alimentação rica em fibras solúveis e insolúveis, evitar alimentos ultraprocessados, praticar atividades físicas e realizar massagens abdominais ao apresentar dificuldade para evacuar são medidas eficazes. A manutenção da frequência intestinal resulta de hábitos saudáveis que ajudam todo o organismo a funcionar melhor7.
Outra opção é recorrer ao uso de laxantes, especialmente os naturais. Com indicação médica, esses produtos podem ajudar a regular o trânsito intestinal e aliviar os sintomas da constipação8.
O extrato de sene é uma opção conhecida, disponível em cápsulas com diferentes dosagens, que auxilia no tratamento da constipação, facilitando o controle das doses conforme a severidade dos sintomas8.
Mesmo sendo um ativo natural, seu uso não deve ultrapassar sete dias consecutivos, exceto sob prescrição médica4,5.
Leia mais: Senna alexandrina: tudo o que você precisa saber sobre a planta medicinal de ação laxativa
Quais são os cuidados ao usar remédios para fazer cocô?
Os efeitos adversos são os fatores que mais exigem atenção. Os sintomas comuns entre os tipos de laxante incluem cólicas intestinais, distensão abdominal, gases, incontinência ou irritação anal. Por isso, é fundamental priorizar o uso orientado para escolher a opção mais adequada e saber como lidar com esses desconfortos1,2.
A orientação é especialmente importante para idosos, gestantes e pacientes no pós-operatório. Como as causas da constipação são diferentes, a indicação do laxante também deve ser individualizada1,2.
Além disso, se uma medicação estiver prejudicando o funcionamento intestinal, o médico pode ajustá-la ou ainda substituí-la por outra que não interfira no efeito de medicamentos de uso contínuo1,2.
Tamarine amolece as fezes?
Não. Os produtos da linha de laxantes atuam como estimulantes, ou seja, ativam as secreções do trato digestivo e aumentam os movimentos intestinais (peristaltismo). Dessa forma, auxiliam na passagem do bolo fecal pelo intestino e ajudam a aliviar os sintomas de prisão de ventre, tanto em casos primários quanto secundários4-6.
Melhore os sintomas da constipação intestinal com Tamarine
Conte com Tamarine no cuidado da prisão de ventre! Os produtos da linha Laxantes podem contribuir para o alívio dos sintomas do intestino preso, auxiliando tanto nas constipações leves quanto nas mais resistentes4-6.
Você pode escolher a apresentação que melhor se adapta à sua rotina: Tamarine Geleia ou Tamarine Cápsulas, ambas indicadas para o tratamento de quadros sintomáticos primários e secundários4-6.
Quer saber mais detalhes sobre as fórmulas? Acesse o site de Tamarine e confira as indicações e o modo de uso4-6.
Tamarine. Senna alexandrina Mill., Cassia fistula L. Indicações: tratamento sintomático de intestino preso, das constipações primárias e secundárias e na preparação para exames radiológicos e endoscópicos. MS 1.7817.0023. Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado. Abril/2026.
Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamação, Reumatologia, Similares e genéricos.
4 Bula do produto Tamarine cápsula dura 6mg.
5 Bula do produto Tamarine cápsula dura 12mg.
6 Bula do produto Tamarine geleia.