A perda de peso pode ser planejada e gradual ou repentina e sem motivo aparente. Em geral, a redução acelerada soa um sinal de alerta, pois o corpo humano tem mecanismos de autorregulação que impedem esse efeito 1.
Em relação ao peso corporal, os extremos são sempre casos delicados. Afinal, viver com saúde é questão de equilíbrio e moderação. Logo, tanto o excesso quanto a falta de peso podem impactar o bem-estar e devem ser avaliados por um profissional 1.
Nesse momento, várias dúvidas podem surgir como: qual a importância de manter o peso saudável? Como emagrecer com saúde? Quando é preocupante? Quais as doenças que causam emagrecimento rápido? Como identificar, tratar e prevenir essas condições?
Para responder esses questionamentos, este post faz uma comparação direta entre emagrecimento saudável e os cenários nos quais perder peso é um sinal de alerta.
Resumo:
- As principais causas da perda de peso saudável são: dieta equilibrada combinada com a prática de atividades físicas regulares 2.
- A diminuição do peso de forma inesperada e não intencional é preocupante quando a redução de peso é de 5% ou mais em um período de seis a 12 meses 1.
- Os principais riscos da redução de peso repentina são alterações metabólicas, fadiga, perda de massa magra e efeito sanfona 5-7.
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Boa leitura!
Qual a importância de manter o peso saudável?
De modo geral, manter o peso em um nível adequado para o seu tipo físico é essencial para desfrutar de mais qualidade de vida no dia a dia. Além disso, esse cuidado ajuda a prevenir diversas doenças que podem impactar negativamente o seu bem-estar 13,14.
Afinal, sobrepeso e obesidade são fatores de risco para diversos problemas de saúde. De um lado estão as condições crônicas, como diabetes tipo 2 e hipertensão. Do outro surgem os quadros súbitos e severos, como infartos e acidentes vasculares 13,14.
Quais os benefícios de alcançar e manter o peso ideal?
Alcançar e manter o peso ideal da forma mais constante possível pode proporcionar diversos benefícios para a sua saúde. Confira os destaques 13,14:
- Diminui o risco de doenças graves;
- Melhora a autoestima;
- Aumenta os níveis de energia e disposição;
- Ajuda a preservar a saúde física e mental;
- Contribui para uma vida mais ativa e saudável.
Conforme mencionado, sobrepeso e obesidade aumentam os riscos à saúde. Em contrapartida, ficar em paz com a balança é uma forma de prevenir esse tipo de ameaça. Veja o que é possível prevenir 13,14:
- doenças cardíacas;
- hipertensão;
- diabetes;
- acidentes vasculares;
- diversos tipos de câncer;
- distúrbios do sono, como insônia e apneia;
- problemas ósseos e musculares;
- gestações de risco para mães e fetos.
Além da saúde, a preocupação com a estética é outro fator que motiva muitas pessoas a procurar emagrecer. Esse objetivo não é exatamente negativo, mas requer atenção especial, moderação e cuidado 13,14.
O lado positivo é o benefício para a autoestima e a autoconfiança, fatores que melhoram a forma como você se enxerga. Contudo, emagrecer para se encaixar em padrões de beleza pode causar frustração, estresse e problemas para a saúde física e mental 13,14.
Por fim, ressaltamos que seguir uma dieta balanceada, praticar atividades físicas e cuidar de si mesmo são práticas que podem, além de ajudá-lo a emagrecer, proporcionar vantagens aproveitáveis no dia a dia, como energia, disposição e produtividade aumentadas 13,14.
O que causa perda de peso saudável?
Em relação ao que causa a perda de peso saudável, os fatores mais importantes são alimentação equilibrada, exercícios físicos e cuidados pessoais 2.
Veja como essa combinação contribui para o emagrecimento gradativo e adequado.
1. Dieta equilibrada
O planejamento da alimentação de uma pessoa em processo de perda de peso envolve uma dieta hipocalórica. Ou seja, há uma restrição na ingestão de calorias de 500 a 1000 kcal por dia, em média 2.
A configuração do plano alimentar é individual e varia conforme as necessidades de cada um. Uma das abordagens utilizadas é a manipulação de macronutrientes 2.
Um exemplo é a dieta com baixo teor de carboidratos, em que a presença do nutriente é menor que 45% do valor energético total (VET) 2.
Porém, o grau de restrição deve ser bem indicado para garantir a segurança cardiometabólica e não criar uma monotonia alimentar por restringir muito um grupo de alimentos 2.
2. Exercícios físicos
Um plano alimentar para perda de 7% do peso corporal com 150 minutos de exercício físico moderado ou 75 minutos de atividade vigorosa semanalmente reduz o risco de doenças, como diabetes em pré-diabéticos e o sobrepeso 2.
Essa combinação é fundamental para um processo de redução de peso saudável, pois ajuda a manter o déficit calórico negativo. Ou seja, gastar mais calorias do que o consumido no dia. Dessa forma, o corpo utiliza suas reservas energéticas 2.
Entre os tipos de atividades, destacam-se corrida, caminhada e treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT). Para alcançar o objetivo, escolher um exercício que se encaixe na rotina garante a adesão e a continuidade na modalidade escolhida 2.
3. Cuidados
Estudos comprovam que uma diminuição de peso de 5 a 10% pode melhorar os níveis de glicemia, gordura, pressão arterial e marcadores inflamatórios 2.
A união de hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios físicos regulares é uma abordagem segura que não só reduz o número na balança, mas também promove uma melhora geral da saúde 2.
Os principais cuidados em um processo de emagrecimento saudável são 3:
- evitar o jejum prolongado e restrições calóricas severas;
- fazer uma restrição calórica leve, pois o corpo perde menos água, eletrólitos, minerais e massa, além de reduzir os riscos de má nutrição;
- praticar exercícios que trabalham os grandes grupos musculares para aumentar o gasto energético, manter a massa magra e assegurar a saúde óssea;
- não ultrapassar 1 kg de perda de peso por semana;
- ajustar a estratégia para manter os resultados alcançados.
O acompanhamento médico e/ou nutricional é fundamental para dar suporte, fazer ajustes e, assim, alcançar resultados positivos 2.
O que tem em uma dieta para emagrecer?
Uma dieta para emagrecer de forma saudável envolve o cálculo correto da quantidade de calorias diárias para atender as necessidades nutricionais de cada indivíduo, com alimentos bem aceitos e que permitam a socialização 3.
Além disso, o processo exige suporte para as mudanças comportamentais para construir hábitos alimentares que auxiliem na manutenção de uma nutrição adequada 3.
Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, as recomendações para uma alimentação saudável são 10:
- basear a dieta em alimentos in natura ou minimamente processados, como grãos, tubérculos e raízes, legumes e verduras, frutas, leite, ovos, peixes e carnes;
- limitar o consumo de alimentos processados;
- eliminar os alimentos ultraprocessados, como biscoitos recheados e salgadinhos “de pacote”, refrigerantes e macarrão “instantâneo”;
- utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar moderadamente.
O que tomar para perder peso com saúde?
Os fitoterápicos, como chás e comprimidos, podem auxiliar no emagrecimento. Porém, apesar de serem substâncias naturais, o uso deve ser orientado por um médico 11.
O acompanhamento evita interações com medicamentos prescritos para o tratamento de condições, como obesidade e diabetes 11.
Além disso, os fitoterápicos são auxiliares no processo. Ou seja, ajustes na alimentação e prática de exercícios físicos continuam fundamentais 11.
Quando utilizar remédio para emagrecer?
O uso de remédio para perder peso é uma alternativa de tratamento, mas exige avaliação e acompanhamento médico para garantir a prescrição correta e controlada para obter o resultado esperado 12.
Esse cuidado evita os efeitos colaterais negativos do uso indiscriminado e da automedicação, como confusão mental, ansiedade, alterações de humor, problemas cardíacos, insônia e até comportamento violento 12.
Para seguir um tratamento eficaz, busque a orientação de um médico especializado, como um endocrinologista e nutrólogo, para utilizar medicamentos de forma segura no processo de emagrecimento 12.
O que é a perda de peso repentina e preocupante?
Apesar de enxergar o emagrecimento como positivo, existem situações que representam uma ameaça à saúde. Geralmente, a perda de massa corporal é motivo de preocupação quando 15,16:
- há redução súbita e significativa no peso;
- o emagrecimento é involuntário e sem motivo aparente;
- há sinais claros de emagrecimento na aparência do rosto, como afundamento dos olhos e bochechas;
- há redução perceptível da massa muscular;
- não houve mudanças na dieta ou nos hábitos de rotina para justificar a perda de massa..
Segundo a literatura médica, uma redução de peso de 5% ou mais em um período de seis a 12 meses é um sinal de alerta. O quadro é preocupante quando essa queda é involuntária. Ou seja, sem um planejamento intencional para uma redução saudável e gradual 1.
Quais as doenças que causam emagrecimento rápido?
A perda de massa súbita e involuntária pode ser um sintoma de múltiplas condições de saúde. Veja quais as doenças que causam emagrecimento rápido 4:
- doenças infectoparasitárias: salmonelose septicêmica prolongada, esquistossomose mansoni, gastroenterites e parasitoses intestinais;
- doenças endócrino-metabólicas: diabetes mellitus, hipo e hipertireoidismo, doenças mitocondriais e hipercalcemia;
- doenças no rim: insuficiência renal crônica, pielonefrite crônica e síndrome nefrótica;
- doenças no fígado: hepatite viral aguda, cirrose e insuficiência hepática;
- doenças gastrointestinais: esofagite, doença do refluxo gastroesofágico, intolerância à lactose, doença celíaca, diarreia crônica, colite e doença inflamatória intestinal;
- doenças psiquiátricas e neurológicas: anorexia nervosa, bulimia, depressão, ansiedade, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica e disfagia.
1. Doenças infectoparasitárias
Doenças infecciosas podem causar vômito e diarreia, sintomas que aceleram a perda de fluidos e nutrientes. Consequentemente, o corpo não consegue manter a massa corporal, pois precisa queimar as suas reservas para manter ativas as suas funções básicas 15-17.
Além disso, quadros causados por parasitas causam irritação no trato digestivo e, a longo prazo, podem provocar deficiências nutricionais. Nesse cenário, a ação desses microrganismos impacta a absorção de vitaminas, minerais e proteínas 15-17.
2. Doenças endócrino-metabólicas
As doenças endócrino-metabólicas são condições crônicas que afetam a atividade hormonal e a forma como o seu corpo processa os nutrientes dos alimentos 15-17.
A diabetes é um exemplo famoso e pode ser associada a dificuldade de manter o peso corporal em um nível estável e saudável. Nesse caso, o organismo acelera a queima de gordura e massa muscular para compensar a falta de glicose, que é a sua fonte primária de energia 15-17.
3. Problemas renais
Doenças renais crônicas podem estar relacionadas com a perda repentina de peso devido ao acúmulo de toxinas no sangue ou alterações que afetam a composição desse fluido. Nesse caso, pode haver excesso de sinalizadores inflamatórios que superam a capacidade de filtragem dos rins, o que resulta em insuficiência ou síndrome nefrótica 15-17.
4. Doenças hepáticas
Distúrbios que envolvem o fígado afetam principalmente o metabolismo de gordura. Na maioria dos casos, especialmente nos estágios iniciais, os sintomas não estão presentes. Porém, à medida que os danos hepáticos aumentam, o órgão perde as suas funções e o corpo fica sem a capacidade de absorver nutrientes, principalmente gorduras, proteínas e vitaminas lipossolúveis 15-17.
O emagrecimento também resulta da falta de apetite extrema, comumente associada à ocorrência de náusea e vômito 15-17.
5. Doenças gastrointestinais
O trato digestivo atua na quebra e absorção dos nutrientes fornecidos pelos alimentos. Se esse processo é interrompido ou impactado, por qualquer motivo, pode contribuir para a perda de peso repentina 15-17.
Os exemplos mais comuns são 15-17:
- úlceras pépticas: feridas abertas no revestimento do estômago, esôfago ou intestino delgado;
- gastrite: inflamação estomacal;
- gastroenterocolite: infecções desenvolvidas no trato gastrointestinal;
- pancreatite: inflamação do pâncreas;
- doença celíaca: intolerância ao glúten que serve de gatilho para inflamações gastrointestinais;
- refluxo esofágico: retorno do conteúdo estomacal e ácido gástrico para o esôfago.
Além de dificultar a absorção de vitaminas, minerais e outros nutrientes, essas condições causam mal-estar generalizado e podem provocar sintomas como náusea, vômito e falta de apetite.
6. Distúrbios psicológicos
A relação entre distúrbios psicológicos e problemas gastrointestinais pode desencadear alterações súbitas na alimentação e no peso corporal 15-17.
Exemplo disso pode ser notado em quadros de estresse e ansiedade. Frequentemente, esses transtornos afetam o apetite, os hábitos alimentares e a atividade intestinal. Dessa forma, diarreia crônica, azia, náusea e vômito se tornam queixas frequentes 15-17.
Por fim, é fundamental reconhecer o risco de distúrbios alimentares, como bulimia e anorexia. Nesses casos, sintomas depressivos e problemas de autoestima podem se somar ao desejo de se encaixar em padrões extremos de magreza, a ponto de comprometer severamente o bem-estar 15-17.
7. Doenças neurológicas
Especialmente entre idosos, doenças neurológicas podem dificultar a alimentação e, consequentemente, causar o emagrecimento rápido. Esse cenário é relativamente comum em casos de demência, doença de Parkinson e Alzheimer 15-17.
8. Câncer
Entre os tipos de câncer que mais causam perda acelerada de peso corporal estão o linfoma e o câncer no pâncreas. Além desses, os tumores malignos nos rins, na bexiga e na uretra foram os mais associados ao distúrbio 15-17.
9. Uso de medicamentos
Ainda existem medicamentos que podem afetar a digestão, absorção de nutrientes, apetite e o metabolismo. Essas alterações são mais comuns em idosos, principalmente pelo uso de remédios, como anti-histamínicos, digitálicos (para doenças cardíacas) e alopurinol 4.
10. Outros
Por fim, podemos listar outras causas para a perda de massa corporal com origens variadas. Confira os destaques 15-17:
- problemas dentários;
- hipercalcemia (nível elevado de cálcio no sangue);
- doença de Addison (insuficiência adrenal primária associada à baixa produção de cortisol);
- alcoolismo e abuso de substâncias químicas;
- tuberculose;
- doença de Crohn (inflamação crônica da mucosa digestiva);
- doença pulmonar obstrutiva crônica.
Quais os riscos da perda de peso rápida?
Uma redução de peso repentina tem efeitos fisiológicos significativos, o que compromete a saúde geral. Confira sete impactos que a redução involuntária ou devido a dietas/ações restritivas podem trazer.
Alterações metabólicas
A perda rápida de peso pode reduzir a taxa metabólica basal, a quantidade mínima de energia diária que o corpo precisa para se manter vivo, devido à restrição alimentar. Dessa forma, o organismo usa menos energia, como mecanismo de defesa, o que dificulta ou reduz o ritmo das perdas futuras 1-5.
Fadiga
O aumento da sensação de fadiga resulta da desidratação leve causada pela diminuição da ingestão de líquidos ou a prática de treinos intensos. O agravamento desse estado pode provocar a redução do rendimento cardíaco, da pressão arterial e da termorregulação corporal 5.
Redução de massa magra
Outro risco é a redução súbita de massa magra. Para compensar o déficit de energia devido à alimentação deficiente, por exemplo, o corpo usa a massa muscular como fonte de energia. Conforme a perda se intensifica, compromete outras funções, como equilíbrio metabólico e hormonal 6.
Efeito sanfona
O efeito sanfona é um risco da perda de peso, principalmente quando o método utilizado envolve práticas não saudáveis e difíceis de sustentar em longo prazo. Por isso, é fundamental seguir um plano equilibrado para reduzir e manter a perda, o que preserva a saúde física e mental 7.
Ozempic e perda de peso
O termo Ozempic, nome comercial da semaglutida, popularizou-se e se tornou sinônimo de perda de peso rápida. Porém, é importante destacar que o medicamento é um auxiliar no tratamento de doenças metabólicas, como obesidade e diabetes 8.
Aliado a uma dieta hipocalórica e exercício físico, a utilização da substância ajuda na perda, controle e manutenção do peso corporal 8.
Apesar dos benefícios, o uso inadequado (ou mesmo a interrupção) pode gerar um efeito sanfona. Por isso, a prescrição deve ser avaliada criteriosamente por um médico para criar um protocolo de emagrecimento saudável com medidas contínuas e efetivas para controle de peso 9.
Como identificar perda de peso involuntária?
Conforme citado, a perda de peso involuntária é identificada quando a redução da massa corporal é igual ou superior a 5% do peso total. Este sinal é mais alarmante se ocorrer repentinamente 15-17.
Além do que diz a balança, existem outros sinais que ajudam a perceber esse tipo de alteração 15-17.
Exemplo disso é a deficiência de nutrientes essenciais. Na maioria dos casos, a desnutrição é óbvia. Porém, os primeiros sinais podem surgir antes mesmo do peso ficar abaixo do ideal. Nesse contexto, os sintomas para ficar atento são 15-17:
- pele ressecada e sem elasticidade;
- cabelos caem, ficam secos e fracos;
- sangramento na gengiva;
- fraqueza e cansaço excessivo após pequenos esforços;
- diarreia recorrente;
- perda de apetite;
- apatia;
- irritabilidade;
- baixa produtividade;
- dificuldade para raciocinar.
Geralmente, ao procurar o médico, o especialista em saúde analisa sintomas, histórico familiar e outras informações para tentar descartar causas improváveis. Após essa triagem inicial, pode ser necessário realizar exames mais detalhados, tais como 15-18:
- endoscopia/colonoscopia: inserção de tubo flexível com câmera via oral ou anal para identificar danos no revestimento do trato gastrointestinal;
- exames sanguíneos: coleta de amostra de sangue para análise laboratorial. Pode indicar condições como diabetes, desnutrição, doença celíaca, doenças do fígado e infecções, além de avaliar a função metabólica e hormonal;
- exames de imagem e rastreamento: são utilizados para detectar tumores (câncer), além de anomalias no funcionamento dos órgãos internos;
- exame de urina: pode facilitar o diagnóstico de problemas renais, na bexiga e na uretra.
Quais são os sinais de alerta associados à perda de peso repentina?
Além da perda de massa corporal, os sintomas mais preocupantes são 17:
- Febre e sudorese noturna;
- Dores nos ossos;
- Falta de ar;
- Tosse crônica, principalmente com expectoração de sangue;
- Sensação de boca seca e sede excessiva;
- Aumento incomum da frequência urinária;
- Dores de cabeça frequentes;
- Desconforto na mandíbula ao mastigar a comida;
- Distúrbios visuais, como pontos cegos, visão embaçada e vista dupla, especialmente em pessoas com mais de 50 anos.
Como tratar o emagrecimento involuntário e repentino?
Conforme visto, perder peso de forma involuntária e súbita pode indicar uma enorme variedade de doenças. Assim, o primeiro passo para tratar o problema deve ser em busca do diagnóstico clínico. Só então é possível definir o plano de ação para combater a origem dos sintomas e recuperar a massa perdida 15-18.
Veja como proceder:
1. Procure um diagnóstico médico
Comece a investigação do diagnóstico com ajuda de um médico. Um clínico-geral pode ser útil para entender o grupo de sintomas e os fatores associados ao quadro. Posteriormente, recomenda-se procurar um especialista com base nas causas prováveis para o seu emagrecimento 15-18.
Depois de conversar e passar por exame físico, pode ser necessário realizar exames adicionais para comprovar as suspeitas 15-18.
2. Siga as orientações indicadas no tratamento
Assim que o diagnóstico é determinado, o médico pode definir o tratamento mais adequado. Não existe um padrão universal para essa etapa. Afinal, curar a condição primária para a perda de massa é fundamental 15-18.
3. Procure suporte emocional e psicológico
Contar com o suporte de amigos, parentes e terapeutas pode ser crucial para a continuidade e efetividade do tratamento. O impacto do emagrecimento na imagem e autoestima tende a ser elevado. Portanto, todo apoio é bem-vindo, especialmente para casos de transtornos mentais e distúrbios alimentares 15-18.
4. Prepare um plano alimentar para repor a massa perdida
O tratamento de suporte também deve incluir uma estratégia para repor o peso perdido. Nesse caso, pode ser necessário procurar um nutricionista para criar um plano alimentar completo. Geralmente, a dieta é combinada com medidas comportamentais para estimular o apetite, o que inclui 15-18:
- definir o cardápio e o horário das refeições previamente;
- oferecer as comidas favoritas e com sabor mais agradável;
- separar os pratos em pequenas porções para facilitar o consumo;
- introduzir o consumo de suplementos alimentares.
5. Invista em um estilo de vida mais saudável
Finalmente, se você perdeu peso recentemente e tenta recuperar a massa corporal, investir em um estilo de vida saudável pode impulsionar os resultados e estimular a criação de hábitos positivos. Nesse contexto, pode ser recomendado 15-18:
- praticar mais atividades físicas;
- beber bastante água todos os dias;
- dormir pelo menos oito horas todas as noites;
- tratar comorbidades para viver melhor;
- consumir mais fibras;
- evitar alimentos indigestos, gordurosos e ultraprocessados.
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Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamação, Reumatologia, Similares e genéricos.