Observar a coloração e aspecto do cocô é importante para checar se tudo vai bem com a saúde. Alterações como fezes roxas, por exemplo, podem indicar um problema de intestino. No entanto, hábitos alimentares e outros fatores também podem desencadear mudanças de tonalidade. 1,2,3
Além da cor, aspectos como formato e frequência de evacuação também apontam se é hora de procurar um médico. Se a evacuação acontece sem esforço, no formato de fezes finas (tipo “salsicha”) e o cocô não é nem muito duro ou muito mole, está no padrão ideal. 1,2,3,4
Neste artigo, você vai descobrir o que pode ser quando as fezes estão roxas e quando existem motivos para se preocupar.
Resumo
- O cocô pode sofrer alterações pontuais de cor que, isoladamente, não é um fator preocupante. 1,2,3
- Fezes roxas podem ser decorrentes da ingestão de alimentos como a beterraba ou produtos que contêm corante nesta tonalidade.5
- É importante observar se as fezes roxas estão muito escuras. Caso positivo, a coloração pode indicar a presença de sangramento no trato digestivo. 4,6
- Sintomas como náuseas, dores abdominais, diarreias frequentes ou perda de peso repentina são alertas em caso de mudanças na coloração das fezes.4,6
- Praticar exercícios físicos, ter uma alimentação rica em fibras, controlar o estresse e optar por laxantes naturais são bons hábitos para manter a saúde intestinal. 6
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O que causa fezes roxas? Entenda os principais motivos
Antes de se alarmar sobre o que são as fezes roxas, saiba que os alimentos presentes no seu prato podem ser a principal razão desta mudança de cor. 5
A digestão de itens como beterraba, repolho roxo e outros produtos que contenham corante na cor roxa em sua composição podem afetar o tom do cocô. Outro ponto que pode ser ignorado por muita gente diz respeito à ingestão de medicamentos coloridos. Estes pigmentos serão metabolizados no intestino e a eliminação ocorre nas fezes. 5
Vale lembrar que se espera que o cocô tenha uma coloração marrom em condições normais, que pode ser mais clara ou escura. Isto se dá em função da presença de um pigmento chamado bilirrubina. 1,2,3
Portanto, encontrar fezes roxas no vaso sem a ocorrência de outros sintomas físicos pode ser algo pontual e sem motivos para preocupação. Mas fique atento: caso o problema persista ou o tom se modifique e fique próximo ao preto, é necessário buscar orientação médica. 3,4
Fezes roxas, brancas verdes ou amarelas: o que pode provocar essa variação?
Na maioria das vezes, mudanças temporárias no tom amarronzado das fezes são inofensivas e costumam ter ligação com a alimentação e ingestão de corantes em produtos industrializados. Além disso, o tipo de bactéria que vive na microbiota do cólon do indivíduo também pode gerar variações.1,2,5
Além da cor roxa, o cocô pode ficar branco, verde ou amarelo, por exemplo. Nem sempre vai se tratar de uma condição de saúde que demanda tratamento. Veja abaixo as principais condições que desencadeiam essa mudança de tonalidade.
- uma dieta rica em folhosos como espinafre e couve pode deixar as fezes verdes. Corantes presentes em bebidas e picolés e suplementos de ferro também tornam o cocô esverdeado; 5
- já a cor amarela é um pouco mais preocupante. Nesses casos, a variação pode indicar uma dificuldade do organismo em digerir corretamente ou de absorver lipídios dos alimentos. Se outros sintomas aparecerem, como consistência muito oleosa ou odor forte, é um sinal de gordura nas fezes; 1,2,4
- a coloração clara aponta para a falta de bile nas fezes, o que acontece devido a um problema no fígado ou na vesícula biliar. Se não houver quantidade suficiente para dar ao cocô o tom marrom usual, é um possível sinal de problema na produção ou liberação do fluxo biliar. 3,4
Diante de tantas possibilidades que afetam o tom das fezes, você deve estar se perguntando: “quando devo me preocupar com a cor das fezes?”. A resposta inicial é: “sempre”. Isso mesmo, tenha sempre atenção às mudanças de padrão no funcionamento do seu intestino. E isso inclui a coloração do cocô, consistência e quantidade de vezes que você vai ao banheiro. 1,2,4
Mas alguns sinais específicos no organismo podem te ajudar a avaliar se é hora de procurar um especialista e suspeitar de que haja algo mais por trás das fezes roxas. Vamos explicar melhor adiante.
Sinais de perigo associados às mudanças na cor das fezes
Como você viu até aqui, fezes roxas ou de outras cores fora da normalidade não representam um quadro grave de forma isolada. No entanto, a presença de outros sintomas é motivo para preocupação. Fique atento às seguintes manifestações: 3,4,6
- diarreia persistente;
- perda de peso;
- fadiga;
- febre;
- náuseas;
- dores abdominais.
Outro indício importante de que algo não vai bem é notar se o tom de roxo ficar mais “fechado”. Fezes escuras ou quase pretas, em geral, significam sangramento no trato digestivo. 4,6
Os fatores que causam o problema são: sangramento de úlceras estomacais e de tumores não cancerosos no trato gastrointestinal superior, feridas no esôfago devido ao refluxo ácido e câncer. Portanto, não é possível identificar vestígios da alimentação que justifiquem o que podem ser as fezes roxas mais escurecidas, procure atendimento médico o mais breve possível. 3,4,6
Como manter a saúde intestinal em dia
Agora que você já sabe o que são fezes roxas e entende que alterações de cor não são necessariamente um problema, mas é preciso acompanhar, que tal conferir formas de cuidar melhor do seu intestino?
Fazer cocô com regularidade, evitar os efeitos desagradáveis da prisão de ventre e ter um organismo bem regulado é possível com hábitos simples do dia a dia. Os principais são:
- priorizar comida de verdade na alimentação, rica em fibras que auxiliam no funcionamento do órgão. As fibras sustentam a regularidade dos movimentos intestinais e alimentam bactérias boas na região; 2
- manter uma rotina de exercícios físicos regulares. A prática de atividades contribui para diversos aspectos do bem-estar e traz benefícios também para o coração, além de garantir a manutenção do peso corporal;2
- gerenciar o estresse também é importante para não perturbar a saúde intestinal. 2,3
Tamarine Geleia: fórmula natural para aliviar a constipação
Mesmo com uma rotina equilibrada e benéfica para o intestino, é possível apresentar perturbações do intestino, seja pela alimentação, como ocorre na maioria dos casos de fezes roxas, ou por outros fatores. Caso você sofra com a constipação intestinal, por exemplo, recorrer a um laxante natural pode ser uma saída mais segura.
É o caso de Tamarine Geleia, um grande aliado no combate à prisão de ventre. O medicamento tem ação previsível (8 a 10 horas). É uma versão fácil de administrar e ingerir, devido seu gosto agradável, com sabor ameixa e sem adição de açúcar.
Acompanha uma colher dosadora, equivalente a 5g, e deve ser consumida após a última refeição do dia (ou no horário indicado pelo médico). Seu uso é permitido para adultos e crianças acima de 12 anos.
Tamarine. Senna alexandrina Mill., Cassia fistula L. Indicações: tratamento sintomático de intestino preso, das constipações primárias e secundárias e na preparação para exames radiológicos e endoscópicos. MS 1.7817.0023. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Março/2025.
FAQ
O que pode deixar as fezes roxas?
Ingerir alimentos como beterraba ou produtos industrializados que contenham corantes podem deixar as fezes roxas. A situação também pode ocorrer em função de medicamentos pigmentados.
Fezes roxas são normais?
Sim, fezes roxas são normais na maioria das vezes. Normalmente, ocorrem de forma pontual devido à alimentação. No entanto, é necessário ficar atento caso o episódio se repita ou exista a presença de outros sintomas no corpo.
Quando devo procurar um médico devido à cor das fezes?
Se a variação na tonalidade das fezes for recorrente ou acompanhar outros sintomas como dor na barriga, diarreia, náuseas e alterações no ritmo intestinal, é necessário procurar um médico. Sangue ou muco nas fezes também são sinais preocupantes.
Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamaç
1. Martinez AP, Azevedo GR de. The Bristol Stool Form Scale: its translation to Portuguese, cultural adaptation and validation. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 2012 Jun;20(3):583–9.