Quando a saúde intestinal não vai bem, identificar os sintomas pode contribuir para o diagnóstico de alterações, como a Doença de Crohn1, que é um dos distúrbios gastrointestinais mais comuns.
Podendo afetar pessoas de qualquer idade, a condição apresenta sintomas que se assemelham a outros quadros. Por isso, requer atenção.
Para conhecer os sintomas, as causas e o tratamento desse quadro, basta continuar a sua leitura!
O que é a Doença de Crohn?
O sistema digestório é todo o caminho que o alimento percorre assim que entra no corpo humano, por meio da boca.
Alguns dos órgãos que fazem parte desse sistema são: o intestino delgado e o intestino grosso, que exercem funções essenciais, como a absorção de nutrientes e a formação do bolo fecal. ²
Esses órgãos também são mais vulneráveis ao aparecimento de doenças inflamatórias intestinais (DII), como a colite ulcerativa, que afeta especialmente o intestino grosso, e a doença de Crohn.1
Geralmente, esse tipo de doença inflamatória intestinal afeta a parte final do intestino delgado, o íleo. Porém, o intestino grosso também pode ser atingido por essa inflamação, assim como outras partes do trato digestivo, desde a boca até o ânus. ³
Quais os principais sintomas da Doença de Crohn?
Os principais sintomas dessa doença são as dores, cólicas abdominais e as diarreias frequentes. A presença de sangue no cocô, a perda de peso, febre e ausência de apetite são outros sinais que caracterizam a inflamação intestinal crônica. ¹
As manifestações do quadro aparecem com mais intensidade nos primeiros dias e vão diminuindo com o tempo, surgindo depois em intervalos distintos, indo e vindo ao longo da vida. ³
As crises da doença podem ser classificadas como leves ou graves1, dependendo da forma em que os sintomas são apresentados.
Portanto, é essencial procurar avaliação médica, se: ¹
- Apresentar o quadro de diarreia por mais de uma semana;
- Sentir dores abdominais constantes e intensas;
- Perder peso sem nenhum motivo aparente.
- Tiver vômitos constantes.
Pessoas que sofrem com essa doença há muito tempo podem apresentar outros indícios, como: ²
- Fissuras anais;
- Cansaço;
- Dores nas articulações.
Esse tipo de inflamação pode afetar as pessoas em qualquer fase da vida. Nas crianças, o crescimento também pode ser afetado, se tornando mais lento do que o ideal. ²
O que causa a Doença de Crohn?
A causa exata da Doença de Crohn ainda não é conhecida. Contudo, existem alguns estudos que acreditam que a doença possa ser provocada por uma falha no sistema imunológico ou ter origem genética. ¹
Se houver um problema no sistema imunológico, o intestino pode ter uma reação imunológica desnecessária, acreditando estar em risco, e causar inflamação no órgão.³
Além disso, em caso de histórico da doença na sua família, você pode ter maior probabilidade de desenvolvê-la.
Outras condições que podem ser fatores de risco para a doença são: ¹, ²
- Tabagismo;
- Pílulas anticoncepcionais;
- Desequilíbrio da flora intestinal.
A flora intestinal, também conhecida como microbiota, é o conjunto de bactérias, vírus e protozoários que vivem naturalmente no intestino, e são fundamentais para a saúde.³
É até difícil de acreditar que bactérias são boas para o corpo humano, não é? Porém, acredite, a flora intestinal é indispensável para diversos processos no organismo, sobretudo para um sistema imunológico fortalecido.³
Quando equilibradas, essas bactérias podem promover vários benefícios, principalmente, para a saúde do intestino. No entanto, o seu desequilíbrio prejudica o funcionamento do sistema imunológico, deixando o organismo suscetível a inflamações e infecções. 4
Quais são os tratamentos para a Doença de Crohn?
Infelizmente, a Doença de Crohn ainda não tem cura. O tratamento principal para essa condição é focado em reduzir a inflamação e aliviar sintomas, como dor e diarreia. Em alguns casos, pode ser necessário recorrer a cirurgias para controlar a situação. ¹
Apesar de existir cirurgia para o caso, vale lembrar que ela também não é a cura para a doença. ¹ Portanto, a cirurgia não garante a extinção dos sintomas.
Para controlá-los, um profissional da saúde pode indicar medicamentos como os antidiarreicos, os corticosteroides e os antibióticos. ³
Além do uso de medicações, é indicado adotar alguns hábitos, como: ²
- Aumentar o consumo de líquidos;
- Optar por uma dieta mais nutritiva;
- Evitar alimentos que possam piorar os sintomas.
É muito importante buscar ajuda médica logo no início dos sintomas para que a doença seja identificada e tratada adequadamente.
Portanto, não hesite em procurar atendimento médico se apresentar:2
- Dor abdominal forte e constante;
- Diarreia há vários dias;
- Sangue no cocô.
Obter o diagnóstico dessa inflamação não é uma tarefa simples, pois ela pode ser facilmente confundida com outros tipos de doenças. Normalmente, são necessários exames como o de fezes e uma colonoscopia, que é um exame de imagem, para confirmar o diagnóstico. ³
Prevenção e complicações do quadro
Os sintomas da doença aparecem e desaparecem sem aviso prévio, e sua causa ainda é desconhecida, podendo estar relacionada a fatores genéticos ou a problemas no sistema imunológico. Infelizmente, não há uma maneira específica de prevenir o aparecimento dessa doença. ¹
A maioria das pessoas que sofrem com a condição pode levar uma vida normal, desde que os sintomas sejam controlados e o tratamento seja acompanhado corretamente. ¹
Mesmo que haja inflamação no intestino, é fundamental cuidar da saúde intestinal para evitar complicações mais graves que podem ser causadas pela doença, como: ³
- Obstrução intestinal;
- Perfuração do intestino;
- Câncer do cólon.
É importante lembrar que nada substitui a orientação e avaliação de um especialista para o seu caso específico.
Esperamos que este conteúdo tenha sido útil para ajudar a entender melhor sobre a doença inflamatória intestinal. Confira outros artigos relacionados que podem contribuir para a sua saúde e bem-estar.
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Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamação, Reumatologia, Similares e genéricos.